
Novo tarifaço de Trump deixa de fora carne, café, frutas e minerais
O novo tarifaço contra o Brasil proposto pelo governo dos EUA nesta 3ª feira (2.jun.2026) deixa de fora produtos estratégicos para o mercado norte-americano, como carnes, frutas e café brasileiro.
O governo de Donald Trump (Partido Republicano) propõe impor uma nova taxa de 25% para produtos brasileiros, após conclusão de uma investigação do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) que identificou no Brasil supostas práticas comerciais “não razoáveis” que “oneram ou restringem” o comércio norte-americano. A medida ainda será analisada em consulta ao setor privado.
A proposta deixa de fora uma lista de itens que, segundo o governo norte-americano, poderiam prejudicar a economia e o consumidor local caso tenham a importação suspensa. Entram nesse grupo, principalmente, os produtos que não são fabricados ou cultivados nos EUA.
Leia o que ficou de fora do novo tarifaço:
Carne – frescas, congeladas ou resfriadas, incluindo cortes de alta qualidade e outros cortes processados ou não, com osso ou desossadas; fígado, língua e outros miúdos, carne seca ou defumada;
Frutas – laranja (polpa e suco), tomate, mandioca, alguns tipos de nozes como castanha-do-pará e de caju, frutas (banana, abacaxi, manga, coco, goiaba);
Café – torrado e descafeinado, substitutos do café que contenham a planta em qualquer proporção, extratos, essências e concentrados de café (com exceção do café instantâneo não aromatizado) e preparações à base desses extratos ou do próprio café; chá, especiarias e mate;
Minerais e combustíveis – metais de terras-raras, minérios de ferro, manganês, cobre, alumínio e outros; carvão, petróleo bruto e gás natural;
Produtos farmacêuticos – alguns medicamentos que contêm antibióticos, vitaminas, vacinas para humanos e animais;
Aviação – equipamentos e peças usados para construção de aeronaves;
Metais preciosos – ouro, prata e moedas diversas;
Papel e madeira –celulose, alguns tipos de papel e madeiras tropicais brutas ou serradas.
DECISÃO ATÉ 15 DE JULHO
A aplicação do novo tarifaço não é imediata. A proposta será submetida à consulta do setor privado antes da finalização do relatório definitivo, que deve ser publicado até 15 de julho.
A medida integra a tentativa de Trump de reconstruir sua política tarifária depois de derrotas judiciais nos EUA. O governo norte-americano passou a usar investigações específicas por país para embasar novas cobranças sobre importações.





