
Alckmin culpa Bolsonaros e diz que decisão dos EUA não ajuda
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) reagiu nesta 6ª feira (29.mai.2026) à decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Ele criticou o que classificou como tentativas de desviar o foco de temas considerados mais graves para o país, como o caso do Banco Master, e responsabilizou integrantes da família Bolsonaro.
“O que eu lamento nesse episódio é que, infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Então, para sair desse tema do Banco Master, o maior caso de corrupção e sonegação de tributos, ficam gerando factoides, fatos novos para desviar a atenção da questão”, declarou o vice-presidente durante agenda em São Paulo.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, reuniu-se na 3ª feira (26.mai.2026) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). Segundo o congressista, o tema central da conversa foi a articulação para que as facções brasileiras fossem formalmente classificadas como organizações terroristas.
Durante a declaração, Alckmin afirmou que o combate ao crime organizado no Brasil ocorre de forma integrada, por terra, mar e ar, e destacou a recente aprovação da Lei Antifacção pelo Congresso Nacional.
Segundo ele, a nova legislação endurece o enfrentamento às facções criminosas, amplia o rol de crimes ligados ao crime organizado e dificulta a progressão de pena de integrantes dessas estruturas. Em sua avaliação, o cenário atual exige foco em medidas estruturais de segurança pública e estabilidade institucional.
Alckmin citou o Banco Master porque Flávio Bolsonaro foi mencionado em reportagens que apontam sua atuação em negociações para o financiamento do filme “Dark Horse”, biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo as publicações, Flávio teria mantido tratativas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, envolvendo valores milionários para a produção do longa.





